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Origem do Nome Dienstmann

Com base no estudo publicado pelo Dr. Carl Dienstmann, sob o título "Anton Dienstmann e Gangolf Dienstmann - cônegos de Wurzburg", de 1958, foi possível desvendar a origem do sobrenome Dienstmann.

Como a maioria dos sobrenome, esse também origina-se de uma profissão, como Scheinder, Dreher, Muller, Schuster, entre outros.

Por volta de 1250, aparece em cena a família dos Zollner de Rotenstein, os ministeriais do império ou Dienstmannen - comissários do império. Esta família atinge sua florescência no século XIV, adquirindo nas cercanias de Rotenstein numerosas propriedades, feudos e direitos. Segundo a crônica de Hassfurt, elaborada por Kehl, os Zollner, eram a "família mais poderosa no Hassgau". No início do século XIV, eram também numericamente tão fortes que se dividiram em vários troncos. Um ramo da família toma o nome de Landmann von Rotenstein e, na próxima geração, com o filho Otto, o nome de Dinstman von Rotenstein - ministerial von Rotenstein.

O brasão da família é constituído de três machadinhas postas em pé (2,1), em vermelho e branco(prata), que se repetem no ornamento do elmo e cujos fios estão voltados para a direita, sob o ponto de vista do observador.

Depois da divisão em vários ramos, a partir de 1325 mais ou menos, introduzem-se mudanças no brasão. Os Dinstman têm as machadinhas invertidas, os fios todos voltados para a esquerda, sob o ponto de vista do observador. Os outros troncos mostram variações semelhantes. Os membros da estirpe que pertenceram à Ordem Teotônica, usaram o brasão herdado. No entanto, no ornamento do elmo não aparecem as machadinhas, e sim a cruz da Ordem.

A excelente obra do professor Karl Bosl, "Die Reichsministerialitat der Salier und Staufer", " A Ministerialidade Imperial dos Salier e Staufer", chama a atenção para a grande importância política da ministerialidade imperial que, por 200 anos(de ca.1050 a 1250), foi o real executivo da política imperial. Os Dinstman de Rotenstein não têm um nome qualquer, como os demais proprietários de anexos residenciais junto à residência de seus senhores, e sim um nome que indica sua função e o lugar onde a exercem. Ele significa que são os alfandegários de Rotenstein, que a eles é confiada a execução da política imperial e a cobrança das taxas alfandegárias. Sua presença em Rotenstein se deve provavelmente a uma transferência como Dienstmannen - ministeriais, para criar ali um novo ponto de apoio à política imperial.

O autor encontra suporte no fato de estar preservando um importante documento da primeira metade do século XIII, o qual lança luz sobre esta questão. No ano de 1234, o rei Henrique VII (filho de Frederico II), despachou uma ordem a Guilherme von Wimpfen, para que instruísse os funcionários de vários postos a fim de que sustassem transgressões de suas competências em favor do rei e em detrimento do bispo de Wurzburg. Esse documento mostra com quanto zelo os Dienstmannen - ministeriais, defendiam as idéias imperiais.

Com o fim da dinastia dos Staufer, os ministeriais foram abandonados e se tornaram presas dos poderes territoriais dos príncipes. Os ministeriais imperiais se transformaram em Dienstmannen - ministeriais da Igreja Imperial.


Zollner é uma grafia antiquada de Zöllner, que significa literalmente "alfandegário","aduaneiro".
Landmann - provavelmente versão antiga de Landesherr - senhor territorial.
Ordem Teotônica - Deutscher Ordem ou Deutscher Ritterordene - fundada em 1190 como ordem beneficente, com a tarefa de cuidar dos doentes. Mais tarde, transformou-se em ordem religiosa.


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