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Literatura e Publicações
 
A História de Bacharach na Era Prussiana

Título original: Die Geschichte Bacharachs in preuBischer Zeit
Fritz Schellack

Dando-se uma olhada nas publicações sobre a história da cidade de Bacharach e as comunidades vizinhas, mostra que a história desta região no século XIX e início do XX, ainda deixa muitas lacunas. O século XIX está detalhado somente em algumas descrições. Certamente, as razões estão no fato de muitos documentos, sobre a história da cidade, encontrarem-se espalhados em vários arquivos, ou então, porque os rastros destes documentos nem foram achados. Entretanto, surgiu um grande número de análises individuais e também de pequenos editoriais da história de Bacharach, bem como crônicas das comunidades vizinhas, permite desenhar um quadro pormenorizado da história de Bacharach, no século XIX. Baseando-se nestas publicações e analisando documentos encontrados no Arquivo Estadual de Koblenz, possibilitou a seguinte representação sobre a história de Bacharach e suas cercanias, na época prussiana

A organização da administração Prussiana

Com garbosa travessia do Reno, em Kaub, no ano novo de 1813/14 e o avanço dos "Yorcks" pelo Vale Steeg, credita para a então palatinada Repartição Superior (esp.de Prefeitura) o início da administração prussiana. Mesmo assim, passou ainda um bom tempo até que toda a região ficasse definitivamente sob o jugo prussiano.

De imediato, Bacharach ofereceu, nos primeiros anos, para o comando prussiano, vários prédios coroados na velha Praça dos Correios. A lista dos hóspedes da casa, entre 1814 e 1821, contém os nomes do Imperador da Áustria, da mãe do Czar da Rússia, do rei da Holanda, do duque de Weimar e, repetidamente, do príncipe da Prússia.

Após a assinatura do primeiro acordo de paz de Paris, de 30 de maio de 1814, foi ratificado o anterior acordo provisório, do ano de 1813, entre as nações coligadas contra Napoleão, que as terras situadas entre os rios Reno, Mosel e a fronteira com a França, ficariam sob jugo da administração Bavária / Áustria. Por causa deste acontecimento, atrasou-se a nova organização da administração, até definitivas novas ordens, e assim permaneceram em vigor principalmente na região, os aspectos legais e administrativos que haviam sido introduzidos pelos franceses.

Enquanto em Bacharach, no ano de 1814, uma febre nervosa aniquilou 60 pessoas, determinou o Congresso de Viena, em outubro de 1814, após a derrocada de Napoleão, reordenar-se a Europa. Em meio a essas negociações, a região entre o rio Nahe e Mosel foi anexada (ficou sob o jugo da Prússia). Os regulamentos baixados pelo Rei Guilherme III para esta região, datam de 5.4.1815. A anexação definitiva da região ao Estado da Prússia aconteceu algumas semanas mais tarde, após negociações com os administradores provisórios, Bavária-Áustria.

As bases das novas normas administrativas provém dos decretos baixados pelo Rei da Prússia para melhoramento dos serviços públicos que, em 30.4.1815 em Viena, foram dados a público.

Depois disto dividiu-se este Estado Prussiano em dez Províncias, englobadas por um Oberpräsidium - espécie de Governador. As Províncias subdividiam-se em, no mínimo, duas Regierungsbezirke (espécie de Prefeituras). Estas, por outro lado, em consideração às realidades locais eram novamente divididas (espécie de distritos?)

Então, com base em determinações vigorantes, deveriam tomar-se medidas austeras, e no Palatinado, onde a divisão ainda não havia sido realizada, deveriam ser respeitadas as antigas condições (determinações).

Com a implantação do comissariado organizacional para o governo central de Koblenz, a Câmara de Guerra de Pestel, através do chanceler Hardenberg, em 3.7.1815, os ditames apresentam contornos cada vez mais rigorosos. Exigências para a agricultura e transporte, bem como as obrigações pastorais e a aglomeração da população, tomam uma linha reta para as obrigações administrativas, daqui para frente.

Através do aumento territorial da Prússia, o segundo tratado de paz de Paris mostrou ser necessário reorganizar-se a divisão territorial anterior de Pestel. Esta tarefa assumiu o Conde Frederico von Solms-Laubach, presidente (Governador) da recém criada Província denominada Grão-Ducado de Niederrhein. No dia 14 de maio de 1816, o governo publicou, no periódico local, a nova divisão da região para a governadoria de Koblenz. A então governadoria contava com 970.947 moradores, em 16 Distritos. O Distrito St.Goar contava com 28.477 moradores e estava em quarto lugar, na lista. Este Distrito é remanescente do antigo departamento francês "Arrondissement Simmer-Boppard". Da antiga região de Simmern provém os antigos Cantões de St.Goar, com as prefeituras de St.Goar e Pfalzfeld, bem como Bacharach, com as prefeituras de Oberwesel, Niederbeimbach e Wiebelsheim.

Esta divisão territorial provisória, que neste ponto não deveria ser divulgada de forma pormenorizada, fez com que várias comunidades, para as quais as estradas para a cidade-sede ficaram muito longe ou difíceis, se queixassem. Com base na divisão territorial de 14 de maio de 1816, determinou o governo, no dia 22 de outubro, o melhoramento da reforma territorial em andamento. Para a região de St.Goar, antes de mais nada, a eliminação dos lugarejos Enkfaven, Sevenich e Heyweiler (antiga prefeitura de Gegenroth), pertencentes à prefeitura de Simmern, os quais o comissário Wirtz de St.Goar quer anexar em sua região. O problema foi finalmente resolvido, de maneira que, com exceção dos lugarejos de Braunshorn e Dudenroth, todos os lugarejos antigamente pertencentes à prefeitura de Gödenroth, ficassem anexados ao território de Simmern. Esta reforma, aqui apenas rascunhada, foi oficializada em 5.2.1817 e vigorou até a dissolução da região de St.Goar, pela reforma administrativa, no final dos anos sessenta do nosso século XX.

As novas fronteiras (municipais) deixaram inalterado o território das prefeituras de Bacharach, Niederbeimbach, Oberwesel e Wiebelsheim. No total, a região de St.Goar conta com 10 prefeituras, com a seguinte população: Bacharach, 3.042, Niederheimbach, 1.614, Oberwesel, 2.283, Obergondershausen 2.498, Brodenbach, 2.356, Boppard, 5.112, Halsenbach, 1.899, St.Goar, 3.302, Pfalzfeld, 2.457 e Wiebeisbein, 1.307.

NA divisão territorial de 1817 haviam, para a região dos 4 vales, os seguintes números:

Niderheimbach 92 casas 531 almas
Etc. ,etc.

Durante a implantação da nova organização administrativa, o governo da Prússia, no lado esquerdo do rio Reno, ao contrário do que fez na velha região prussiana, teve que implantar, por causa dos tantos diferentes relacionamentos, muitas medidas, que levaram um longo tempo para serem efetivadas. Assim, foram inicialmente subordinados ao regime os novos comissários regionais que tinham como primazia, em suas atividades a administração municipal, fiscalizar a administração policial e concentrar-se nas áreas financeira e militar. Junto à comissão municipal, o governo reservou-se o direito de indicar um candidato. Os representantes municipais eram eleitos pelos munícipes, porém deveriam ser aprovados pela Comissão Regional. A Comissão Regional fazia inspeção minuciosa nos documentos concernentes ao "Caixa Municipal", a alienação de terrenos públicos, bem como os gastos com construções e as matas de uso comunitário, o que era muito desgastante para o governo em todos os detalhes do controle administrativo.

Na administração da polícia e nos assuntos militares (por exemplo, no engajamento) ficava a Comissão Regional também como o órgão executor. Apenas no ano de 1827, como o reordenamento (reorganização) regional, tanto as atribuições da Câmara como a administração regional, adquiriram regras administrativas claras e bem definidas.

A administração municipal, na região de Bacharach, teve o seu início com o anúncio das eleições para uma reunião regional, em março de 1828. O que adveio daí foi o Dia Regional, em que os representantes de dez prefeituras se reuniram, entre eles, Jakob Lang, pessoa física e conselheiro municipal de Bacharach, e o prefeito Nikolaus May de Niederheimbach (7). A sessão ocorreu pela primeira vez em 13 de julho de 1828, regida pela batuta do primeiro-tenente Dº. Pietszsch, representado o conselheiro Wirtz, falecido em 2 de outubro de 1827. A ordem regional de 1827, vigorou durante 60 anos. Em 1887 aqueles princípios vigentes foram, por interesse de alguns grupos, divididos como segue e dissolvidos.

  1. Os possuidores de terras;
  2. As prefeituras regionais e
  3. As prefeituras metropolitanas.

Disto emoldurou-se e formou-se uma junta, que foi a base para uma melhor colaboração nas reuniões da Comissão Regional.

Somente no dia 24 de junho de 1845 foi abolido o regulamento municipal que havia sido introduzido pelos franceses. A conotação de "Chefe" foi substiuída por "Representante Municipal". O regulamento prussiano, para todo o território do estado prussiano, que havia sido introduzido em 11 de março de 1850, foi dissolvido em 15 de maio de 1856, pela ordem metropolitana (espécie de documento geral - como um estatuto) que, através do gabinete real, em 2 de março de 1857, começou a vigorar em Bacharach. Paralelamente, a cidade, através de um decreto do Ministro do Interior, em 12 de março do mesmo ano, em uma associação de comunas, com Manubach, Oberdiebach, Steeg e Breitscheid, desenvolve, a partir daí, a sua própria vida municipal. A administração de prefeituras provinciais e prefeituras metropolitanas foi conduzida sobremaneira, em união pessoal. Uma modificação radical destas regras ou deste estado legal aconteceu apenas através da Constituição da Prússia, de 15 de dezembro de 1933, a qual, finalmente, em 1935, a substituiu(8).

Paralelamente às mudanças administrativas foram também substituídos os até então dirigentes da igreja prussiana. Por ocasião dos festejos dos 300 anos da Reforma, em outubro de 1817, bem como da festa de Wartburg, determinou o rei da Prússia que as comunidades reformadas e as luteranas se unissem, para o que se deve destacar, que estes movimentos de união tem uma história bem mais antiga. Em Bacharach, a União se deu lno dia 31.10.1831. A comunidade reformada uniu-se aos luteranos existentes desde 1716.

O Retrocesso econômico de Bacharach na primeira metade do século 19

A organização da administração prussiana, parecendo ser um claro avanço técnico-administrativo, pesou enormemente sobre a região de Bacharach e escreveu um documento básico (tipo regimento geral). Finalmente, as mudanças radicais da política na região não foram por causa do avanço das tropas prussianas, mas porque, finalmente, as regras administrativas de nível mais baixo, que haviam sido introduzidos pelos francezes, após 1814, no começo continuavam vigorando. A cidade de Bacharach encaminhou um pedido para que voltassem a vigorar as antigas determinações do Conde Carlos Teodoro, que desde o começo de século 19, deixaram as estradas do Hunsrück em precárias situações, significando um alerta para a situação que se modificou desde então.

A pequena cidade fronteiriça de Bacharach, pobre e com poucas indústrias, ganhou em tempos passados, além da sede do Conselho Maior, um Conselho Municipal, um exclusivo Fórum, a Alfândega do Reno, duas Cantinas Reais, a Inspeção Espiritual, a base ou sede para o engarrafamento do vinho e, mais tarde, a sede para a arrecadação de impostos (Coletori).

Esse ensaio, para um formal pedido ao governo, evidenciou uma agravante (mudança) onde a antiga cidade-sede (onde estava sediada a administração) e que, desde os primórdios do domínio francês, teve de conviver (no sentido de adaptar-se) com a introdução das novas regras administrativas dos prussianos. A perda da antiga pujança econômica e a conseqüente mudança política, atingiu o "sistema nervoso central" da comunidade, onde até mesmo a empresa de navegação fluvial, que havia sido fundada no ano de 1831, em nada pode contribuir. Naquele pedido, foram destacados os laços comerciais existentes na época com o Hunsrück, onde muitos produtos eram fornecidos para Bacharach e de lá novamente exportados. Destacam-se as minas de ferro que ainda estavam ativas no Hunsrück e as minas de sal de Bacharach, muito significativas na demanda do sal, na região do médio-reno. De 1834, em diante os fornecimentos de madeira, frutas e batatas para Bacharach foi interrompido sobremaneira, devido ao péssimo estado em que se achavam as estradas. Deve-se considerar como agravante a estagnação do comércio do vinho. Em 1818, o governo prussiano proibiu inicialmente a introdução (importação) do vinho estrangeiro, fechando a fronteira, o que ocasionou uma estabilização nos preços do produto. Em 1828 o governo prussiano assinou um acordo tarifário com Nassau, que revogou a proibição da importação dos vinhos renanos mas, em conseqüência, fez despencar os preços dos vinhos do médio-reno. Nos anos trinta, a excelente safra fez com que os preços despencassem novamente, e a introdução do imposto prussiano sobre vinhos e mostos, fizeram com que os vitivinicultores trabalhassem dobrado. (10) Além disso, em março de 1833 um grande incêndio destruiu 16 prédios no centro comercial de Bacharach. (11)

Igualmente, foi um golpe dura para a comunidade quando o governo se declarou omisso para a construção de novas vias de acesso para a comunidade. Somente após demoradas negociações, decidiu-se o Conselho Provincial a favor do financiamento para a construção de estradas com recursos do Fundo Regional. A autorização oficial saiu apenas em 1852. (12)

Também atrasaram-se, consideravelmente, as negociações com a venda da Ruína de Stahleck para o príncipe real Frederico Guilherme da Prússia, que comprou o castelo em 1829 e que o reconduziu aos antigos domínios dos Wittelsbacher. A escritura de compra está datada em 7 de julho de 1828. O monumento deveria significar o romantismo do Reno para o futuro da cidade. Finalmente recebeu, Bacharach, cinco anos mais tarde um porto, que significou o destaque da cidade na navegação do rio Reno. Somente em 1892 saiu a autorização para a construção do trapiche. (Dampfschiffahrtslandungsbrücke)

A Revolução de 1848

Em razão de uma estagnação da situação econômica do então principado de Bacharach, uma considerável multidão deixou-se levar em protestos políticos.

Comprovações documentáveis estão disponíveis somente em determinados perímetros.

Ainda em 1847, o Conselho Regional (Landrat) de St.Goar, Heuberger, referia-se à unanimidade em seu território: "eles estão totalmente satisfeitos" (14). Agora, em março de 1848 uma inquietação da população tornou-se perceptível. Importante, ainda, a ser considerado é o grande fracasso da colheita do ano de 1847, seguido de uma onda emigratória, o que ameaçou grande parte do restante da população. Na noite de 3 para 4 de março, ameaçou-se incendiar a cidade de Bacharach se não houvesse mais recolhimentos de tributos. Na casa de Erben Lang foram desengatadas duas portas e, provavelmente jogadas no Reno e, além disso, foi depredado um posto alfandegário. Em especial foram os vitivinicultores que mais sofreram naqueles tempos de dificuldades. Os prefeitos de Bacharach e de Oberwesel viram-se obrigados a providenciar ajudas urgentes. No lado de Bacharach, por causa do prolongamento das inquietações populares, foi dado uma atenção especial. Significativo foi o aumento do "Imposto Básico" (Grundsteuer), em 1838, acarretando um carga tributária injusta. Entretanto, não foi revogado: "de muitas moradias, das quais os moradores emigraram para America (entende-se US), foi descontado somente 15 Sgr. (uma moeda?) por cabeça, no contingente. O valor complementar deveria ser assumido pelos moradores restantes [que ficaram morando em Bacharach], portanto, houve diminuição dos contribuintes e aumento da carga tributária". De Bacharach saíram muitos panfletos dirigidos para o governo central, com o seguinte conteúdo:

"A Reivindicação dos Nassaus! "

A nova revolução aclamada, devido à infidelidade e corrupção do governo sacudiu a Europa. Ela bate à porta da Alemanha. Está na hora em que tudo o que se relaciona com força nacional, os sentimentos de liberdade que repousam na nação alemã, sejam urgentemente aclamados. Inúmeras são as reivindicações do povo alemão, que são os mesmos direitos do tronco Nassau. Mas o tempo urge e não pede licença para tudo o que foi descuidado, durante 33 anos, seja resolvido de uma só vez. As seguintes exigências precisam ser satisfeitas, imediatamente:

  1. Militarização com eleições livres de seus dirigentes, com entrega efetiva e imediata de 2000 fusis e munição para os Governadores de Wiesbaden;
  2. Liberdade irrestrita de Imprensa;
  3. Convocação imediata do parlamento alemão;
  4. Direito à liberdade de pensamento (opinião);
  5. Abertura de tribunais e de jurados;
  6. Declarar a Igreja como um direito do Estado;
  7. Convocação imediata de uma Constituinte para elaboração de um projeto de lei para nova legislação eleitoral, baseada na Constituição, para que as eleições não estejam vinculadas a um único detentor do poder;
  8. Eliminação de todos os entraves existentes para uma liberdade de religião.

Segue o Pronunciamento da Câmara, de março de 1848, quebrando assim o aparente silêncio. Em toda a parte reinava a febre da agitação popular: - "A situação era caótica. Aos prudentes e proprietários a euforia desta inesperada liberdade significou muito, devido ao temor de uma baderna / anarquia generalizada. Estes proprietários ficaram muito preocupados com as mudanças da situação e de uma reorganização. Eles eram, nesta região, a absoluta maioria, bem como nas cidades e no interior (17)."

Após as agitações populares, segue uma militarização das quatro cidades da região (município) de St.Goar. O quartel de Bacharach foi munido de 200 canhões, o que acalmou os ânimos depois do atentado da noite de 3 para 4 de março de 1848. Finalmente, é mister mencionar a participação de um cidadão de Bacharach, de nome Stapper, na câmara de deputados de Frankfurt. Este parlamento ocupou-se em especial com os preparativos de eleições gerais em uma Assembléia Nacional. Depois das eleições prussianas e alemãs, de maio de 1848, a população tentou influenciar, através das mais diversas petições, as decisões políticas. Assim, as assinaturas dos cidadãos de Bacharach e suas reivindicações, que por exemplo referem-se ao relacionamento de Estado, Igreja e Escola, ou o que se refere ao sindicalismo patronal, bem demonstram os anseios e como eram feitas estas articulações políticas na época.(18).

Depois da Constituição promulgada por Frederico Guilherme IV, em 5 de dezembro, que teve repercussão positiva na região de St.Goar, iniciou-se a campanha eleitoral e estava articulada com o distrito eleitoral de Koblenz. Um "Comitê eleitoral para eleições populares na região de Koblenz", desenhado pela então esquerda política, prolongou-se nesta região. Um candidato foi o juíz de paz da região (sempre entendido como município) de St.Goar, Alexander Grebel, que empenhou-se principalmente em impedir ou "apagar a luz" do deputado e, ao mesmo tempo, dirigente partidário constitucional Movius (Möwius?).

Grebel não conseguiu as prefeituras de Bacharach e Oberwesel, perdendo as eleições em sua cidade natal, em 22 de janeiro de 1849.

Os resultados das eleições foram apenas episódios pois, após a indesejável (pelo Governo Central) formação de uma maioria de oposição na 2a.Câmara, esta foi dissolvida pouco tempo depois. Então, desde o dia 30 de maio, existia na Prússia uma lei eleitoral "Triclassista", que vigorou até o ano de 1918. Este sistema (lei) eleitoral significou, de imediato, o fim dos direitos de liberdade reivindicados pelos revolucionários.

Muitas vezes o baixo número de votos está no fato de que,nas eleições de julho de 1849, na zona eleitoral de Niederheimbach, nem sequer existir uma urna para a 2a.Câmara. Nas assim denominadas reportagens diárias de jornal, nas quais o governo de Koblenz fazia relatórios sobre a harmonia entre os Municípios de toda a Província, repentinamente, em julho de 1949, o sindicalismo patronal de St.Goar demitiu-se e levantou ruidosamente a voz.

Um ano mais tarde o voto popular foi instituído por decisão de todos os participantes da questão Schleswig-Holstein e, em 1851, o Boletim oficial sacramenta, a respeito da esperada por todos os vitivinicultores, revogação total do "imposto do mosto" , somente uma redução de 50%. As demissões foram resolvidas (19). Somente em 1865 o "imposto do mosto" foi revogado, e o então prefeito de Bacharach, Zechlin, escreveu:- "Em função da revogação do imposto do mosto de vinho, foi retirado dos vitivinicultores uma pesada carga e prevê-se, de agora em diante, um setor vinícola mais zeloso (20).

Livro:
BACHARACH - und die Geschichte de Viertälerorte
Bacharach, Steeg, Diebach und Manubach
Friedrich-Ludwig Wagner - 1999
ISBN 3-00-000994-9
Tradução livre de Ernani Haag - janeiro/2002
Páginas: 173-179
 
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